Governo mantém cronograma rigoroso de obras de infraestrutura do Funrigs , diz Magalhães

No Café da Pesada, do SICEPOT-RS, desta segunda-feira, Clóvis Magalhães, secretário de Logística e Transportes do RS, ao avaliar o Funrigs na área de transportes afirmou que o governo do estado vem trabalhando com metas claras e cronogramas objetivos para entregar ao povo gaúcho a infraestrutura que o Rio Grande do Sul merece para voltar a crescer com força total.

De acordo com Magalhães,  o Rio Grande do Sul vive hoje um momento histórico em sua infraestrutura. “Estamos enfrentando um desafio de proporções inéditas, que exige confiança e uma dedicação que extrapola a rotina administrativa. Não se trata de uma tarefa simples: gerir um volume  de R$ 3,1 bilhões de investimentos em um curto espaço de tempo, sob regras rigorosas e fiscalização constante, tornou-se o exercício cotidiano da nossa gestão”.

O titular da Selt-RS também fez questão de salientar que o fôlego para investir não surgiu por acaso. “É fruto do esforço fiscal e da responsabilidade dos governos liderados por Eduardo Leite. Essa saúde financeira permitiu ao Estado ter em caixa recursos para aportes da ordem de R$ 15 bilhões, essenciais para enfrentarmos  as calamidades que atingiram o RS em 2024”.

Ao comentar críticas segundo as quais as obras de reconstrução estão demoradas, Magalhães  observou que diferente do que o senso comum pode sugerir — de que dois anos seriam tempo suficiente para soluções “mágicas” —, desenvolvemos respostas em tempo recorde. “São decisões complexas que envolvem recursos públicos, os quais possuem regras contratuais rígidas e dependem de fatores do cenário global que não estavam previstos, mas que estamos ajustando com segurança jurídica e técnica.”

Depois de mencionar que os recursos do Funrigs também abrangem R$ 36, 1 milhões em aeroportos e R$ 731 milhões em hidrovias, o secretário assinalou que para assegurar que cada centavo seja bem aplicado, foi implementado um controle rigoroso por meio de uma ferramenta de TI  por meio da qual é feita uma aferição quinzenal lote a lote, com controle semanal de execução. O acompanhamento é feito inclusive por fotos enviadas pelas empresas, permitindo uma visão detalhada de todos os pontos de execução dos contratos.

Ainda em sua apresentação, Magalhães afirmou que no setor ferroviário, o cenário é crítico devido a concessões federais mal encaminhadas no passado. “O  governo federal tem demonstrado resistência em investir recursos próprios, reproduzindo modelos que não atendem às nossas necessidades. Precisamos da sociedade gaúcha e da união dos estados vizinhos para exigir que o pacto federativo seja respeitado. ”Ao contrário do que diz a Rumo, estudos do Departamento de Economia e Estatística (DEE) do  estado comprovam que temos, sim, demanda para sustentar ferrovias de alto nível; o que falta é a decisão política para enfrentar um modelo monopolista que vai contra os interesses dos estados da região Sul”.