Mercado brasileiro de máquinas e equipamentos para construção, mineração e infraestrutura deve fechar 2026 com crescimento de 4%,

O mercado brasileiro de máquinas e equipamentos para construção, mineração e infraestrutura deve fechar 2026 com crescimento de 4%, totalizando 58,5 mil unidades comercializadas, segundo estimativas da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração ( Sobratema) durante a 2ª edição do Radar Tendências 2026, realizada na quinta-feira última.

Embora o primeiro semestre tenha sido impulsionado por entregas pontuais de licitações governamentais — que atingiram 23% das vendas diretas —, a expectativa é que a construção pesada e o setor de locação retomem a liderança do mercado até o final do ano, motivados pela constante necessidade de renovação de frotas.

O principal entrave ao crescimento do setor tem sido o alto custo de capital, decorrente da manutenção da taxa Selic em 13,75% e de incertezas no cenário internacional. Essa restrição ao crédito tradicional (como FINAME/BNDES) levou 39% dos compradores a utilizar capital próprio para adquirir maquinário, enquanto 52% dos financiados optaram pelos bancos das próprias montadoras (captive banks), que demonstraram maior flexibilidade.

Como alternativa para preservar o caixa diante dos juros altos, a locação de equipamentos ganhou relevância, com mais de 58% das construtoras mantendo até 10% de suas frotas via contratos de rental. Em paralelo, o setor avança na adoção de tecnologias embarcadas, telemetria e soluções de descarbonização, onde os compradores priorizam ganhos comprovados de produtividade e ROI, enquanto a indústria foca no suporte técnico e na qualificação de mão de obra para sustentar a transição em longo prazo.