Em reunião de diretoria realizada nesta segunda-feira, a primeira na forma híbrida, o presidente do SICEPOT-RS, Rafael Sacchi, apresentou um balanço detalhado das ações de representação institucional, defesa de pleitos e governança interna desenvolvidas em prol das empresas associadas.
Denominada “Uma estratégia de atuação em cinco eixos”, a exposição destacou os resultados da atuação junto a órgãos públicos e ressaltou as bases estratégicas que justificam a continuidade da agenda de trabalho no próximo mandato.
No âmbito da articulação e defesa de interesses, o SICEPOT-RS manteve presença ativa no acompanhamento legislativo e regulatório, formalizando pleitos setoriais e encaminhando ofícios estratégicos às esferas competentes. O canal de diálogo permanente com governos, conselhos, entidades do setor e comissões técnicas assegurou que as demandas das concessionárias, empreiteiras e construtoras de infraestrutura fossem devidamente contempladas nas tomadas de decisão pública.
Para promover a aproximação com os associados e fomentar o debate qualificado, a entidade consolidou o “Café da Pesada”, espaço de encontro voltado à governança e às discussões políticas e regulatórias do setor. A agenda de integração foi complementada por reuniões periódicas de diretoria, encontros com associados, assembleias e programas contínuos de capacitação técnica.
Estruturalmente, o SICEPOT-RS fortaleceu a atuação das suas comissões internas — COINFRA (Infraestrutura), COMAT (Meio Ambiente) e CONJUR (Assuntos Jurídicos) —, organizando um acervo institucional para assegurar a perenidade dos processos de governança. No pilar de renovação, o sindicato deu impulso às iniciativas de formação profissional e desenvolvimento de jovens empresários por meio do projeto SICEPOT Jovem RS, a fim de garantir a sustentabilidade e o futuro da liderança na construção pesada gaúcha.
Sob a atual gestão, Sacchi lembrou ainda que a representatividade da entidade deu um salto expressivo: o quadro social saltou de 40 para mais de 80 empresas associadas, acompanhado de uma redução no valor das mensalidades. E também deu ênfase à atuação da entidade na formatação do Plano Rio Grande de recuperação da infraestrutura do estado pós-inundações, a qual incluiu vária reuniões do poder público e a PGE

Sacchi observou que em um cenário marcado por transições e fragilidades institucionais — do momento político no governo federal às constantes mudanças do mercado —, a estabilidade e a unidade do setor de infraestrutura tornam-se prioridades absolutas. Foi com base nessa visão estratégica que oficializou a indicação do engenheiro e atual vice-presidente técnico, Luciano Busnello Amorim, para ser o seu sucessor ao fim do mandato, previsto para o próximo ano.
“Em tempos incertos, disputas personalizadas podem gerar traumas e fragilizar conquistas históricas. Por isso, a defesa do nome de Luciano reflete o compromisso com uma transição madura, contínua e focada em manter a categoria forte, unida e bem representada junto aos órgãos reguladores e ao mercado. A indicação consolida um processo construído com diálogo e convergência técnica”, sustentou.
Segundo Sacchi, a candidatura do atual vice-presidente técnico traz a maturidade necessária para liderar a entidade com responsabilidade. “Faço questão de colocar o nome do Luciano, com quem temos conversado muito, por entender que o seu perfil técnico e a sua bagagem dentro da casa são a garantia de continuidade que o nosso setor precisa neste momento.”*
Com o nome colocado para a sua sucessão do próximo ano, o líder da construção pesada gaúcha reforçou que o futuro da entidade deve ser pautado “pela estabilidade e pelo fortalecimento institucional, evitando desgastes e garantindo que o setor siga com voz ativa perante os grandes desafios estaduais e nacionais”.