Rafael Sacchi defende preço, segurança jurídica e oferta para gerar empregos e dignidades aos trabalhadores da construção pesada

O empresário Rafael Sacchi foi empossado na noite de segunda-feira, em solenidade realizada no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, para seu segundo mandato à frente da presidência do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem (SICEPOT-RS), gestão 2023-2025.  Em conjunto, foi empossado  Ricardo Lins Portella Nunes, reeleito presidente da AREOP.

Mais de uma centena de pessoas prestigiaram a posse do líder da construção pesada gaúcha.   Juvir Costella, secretário de Logística e Transportes, representou o governador Eduardo Leite. Além do presidente do TCE, Alexandre Postal e do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, estavam presentes secretários do governo do RS, deputados e vereadores.  E dirigentes do Senge, Sinaeco, Fiergs, Brasinfra, Sinduscon-RS, Crea-RS, Aneor, EGR, Daer, Dnit e EPTC.

Um setor que gera dignidade a muitas pessoas

Em seu pronunciamento, Sacchi lembrou os dois últimos anos de seu primeiro mandato, quando ainda não havia exercido a função de dirigente sindical. Apesar da demanda de trabalho, ele percebeu “a importância de estar à frente de um setor que gera condições de dignidade a muitas pessoas”.
“Durante esses dois últimos anos aprendi muito sobre coletivismo, associativismo, de fazer o bem, não importa a quem”, disse o presidente reeleito .
Ele prosseguiu: “ Saibam que podem contar comigo nos momentos de necessidade, de alguma demanda que não são poucas. Trabalhar para o sindicato não é trabalhar para si próprio, é plantar o que os outros irão colher, mesmo que isso recaia sobre nós. Trabalhar pelo coletivismo é trabalhar para que todos ganhem e quando todos ganham, nós também ganhamos um pouquinho”.

 

 

Os três pilares

Ao mencionar a contribuição do sindicato para a infraestrutura, Sacchi observou que essa tarefa despende do que definiu como os três pilares: segurança jurídica, oferta e preço. “Hoje nosso setor encontra-se desmantelado em seus três principais pilares. Não temos segurança jurídica, e isso não nos permite executar contratos sabendo como irão terminar. Todavia, somos nós que assumimos os empregos gerados no contrato ”, assinalou.

Na sequência, lembrou que os empresários do setor são responsáveis pelos seus funcionários. “Somos pais de nossos funcionários. Isso porque não posso empregar um funcionário se ele não tiver um comprovante de residência. E se ele não tiver esse comprovante, passo a ser responsável pela vida dele”.

“Fazemos parte de um setor que emprega os que mais precisam; nenhum outro emprega aquele que assina com a digital; nenhum outro emprega alguém que não tem boa aparência. Mesmo  o setor de serviços e o comércio não conseguem fazer o que nós fazemos”, acrescentou.

A parceria com o setor público
Em outro trecho de sua fala, Sacchi destacou a importância de o poder público enxergar o setor da construção pesada como parceiro. Nessa linha, observou,  é fundamental ao poder público cumprir seu papel com preço justo. É dessa forma que o setor continuará a exercer seu papel de gerador de emprego. “Ninguém quer funcionário ganhando salário mínimo”, continuou “A perda do poder aquisitivo é muito ruim; é muito ruim não poder ofertar plano de saúde; plano odontológico. É muito ruim não ter preço e não ter  segurança jurídica”.

Ao encerrar, o líder do setor da construção pesada do RS  afirmou : “ O recado neste momento crítico em que estamos vivendo com as cheias é de que estamos juntos com os governos e demais entidades para seguir desenvolvendo o país e o estado.  Estado com infraestrutura adequada é um estado que emprega, proporciona dignidade e condição social adequada às pessoas. As pessoas precisam se sentir úteis, senão elas adoecem e a pandemia mostrou isso. Deixaram  de se sentir úteis  e adoeceram ao ponto de termos hoje a prevalência de ansiedade  e depressão  do que as doenças  consideradas gravíssimas”.