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Quintas da CBIC: Debate sobre resiliência urbana frente às mudanças climáticas

Quintas da CBIC: Debate sobre resiliência urbana frente às mudanças climáticas

Nesta quinta-feira (27), a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) promoveu mais uma edição do evento “Quintas da CBIC”, dedicado à discussão sobre resiliência urbana e gestão hídrica frente às mudanças climáticas. O encontro reuniu especialistas do setor para debater estratégias e soluções visando preparar o setor da construção para lidar com os impactos crescentes dos eventos climáticos extremos.

Eduardo Aroeira, vice-presidente da CBIC, destacou a importância de preparar o setor da construção para enfrentar os desafios das mudanças climáticas e da crescente urbanização, também enfatizou a necessidade de desenvolver iniciativas que reconheçam a importância crescente da gestão hídrica no Brasil, especialmente diante da intensificação dos eventos climáticos extremos. Aroeira ressaltou o compromisso da CBIC em estabelecer diretrizes essenciais para o setor, em parceria com o Grupo de Trabalho de Recursos Hídricos e Cidades Resilientes, uma iniciativa conjunta das comissões de Meio Ambiente e de Obras Industriais e Corporativas da entidade.

Nilson Sarti, vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CBIC, destacou a persistência dos desafios ao longo dos anos e a necessidade de a engenharia encontrar soluções para minimizar os impactos inevitáveis dos eventos climáticos extremos. Além disso, mencionou a presença de líderes sindicais e destacou a importância de enfrentar os desafios atuais, referindo-se à crise recente no sul do país. Sarti expressou otimismo quanto à cooperação e ao trabalho contínuo para superar essas dificuldades.

Rafael Sacchi, presidente do Sicepot-Rs , ressaltou a necessidade de proteger o Brasil de desastres climáticos .“A gente não pode admitir que qualquer outro lugar esteja sujeito a catástrofes naturais que podem ter proteção. A enchente foi devastadora, 95% do estado do Rio Grande do Sul foi atingido, 400 mil pessoas foram atingidas”, disse.

Virginia Sodré, conselheira do Green Building Concilia Brazil (GBC Brasil) e CEO da Infinitytech, enfatizou a integração dos diversos setores dentro de uma mesma bacia hidrográfica. Além disso, destacou a interdependência das infraestruturas como rodovias, pontes, saneamento e abrigagem urbana, enfatizando que o desenvolvimento urbano e a indústria da construção devem promover essa infraestrutura urbana de forma sustentável e resiliente. Sodré ressaltou a importância de planejar para o futuro e fortalecer a resiliência das cidades diante dos desafios climáticos.

Cláudio Teltelbaum, presidente do Sinduscon-RS, destacou a atuação da entidade em auxiliar os municípios gaúchos afetados por desastres naturais, como a tragédia ocorrida no ano anterior. Teltelbaum enfatizou a colaboração estratégica com empresas associadas e entidades como a Prefeitura da Capital para fornecer abrigos, doações e suporte logístico. Além disso, mencionou esforços junto à SEBIC para pleitear apoio financeiro junto ao Ministério das Cidades e à Caixa Federal, visando ajudar as empresas da construção civil impactadas por eventos adversos.

Sidnei Furtado, Diretor da Defesa Civil de Campinas-SP e Coordenador do Hub de Resiliência Make Cities Resilient – MCR 2030, destacou a difícil situação enfrentada em Canoas, com mais de mil moradias interditadas devido às enchentes, também enfatizou a importância da resiliência urbana, mencionando o programa internacional da ONU “Construindo Cidade Resiliente”, que define três passos essenciais para uma cidade resiliente: governança efetiva, mapeamento abrangente de áreas de risco e fontes de financiamento para enfrentar ameaças.

Furtado lamentou a falta de regulamentação da Lei Federal 12.983, que deveria transferir recursos para prevenção antes dos desastres, destacando a necessidade de planejamento adequado e adesão aos princípios do programa da ONU para alcançar verdadeira resiliência urbana.

O evento sublinhou a importância da colaboração entre diferentes setores e instituições para enfrentar os desafios das mudanças climáticas, proporcionando um debate rico e soluções para um futuro urbano mais seguro e resiliente no Brasil.

Autor: AGÊNCIA CBIC 27/06/2024