Projeto inédito de modernização da Via Estrutural, no Distrito Federal, substitui o asfalto atual pela pavimentação em concreto rígido

A pista tem aproximadamente 13 km e liga o Plano Piloto a cidades como Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras, Vicente Pires, Samambaia e Cidade Estrutural, chegando até Águas Lindas de Goiás. 

A obra, realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER), teve início em dezembro de 2022 e deverá ser concluída no final deste ano. A primeira etapa está sendo no sentido Ceilândia-Plano Piloto, que compreende um trecho de 2,5 km próximo ao viaduto do Pistão Norte, em duas faixas de rolamento. Depois, o próximo passo vai abranger outros 2,5 km do trecho seguinte, até a pista do Jóquei Clube, a DF-087. 

“O andamento da obra tem superado nossas expectativas. Apesar da chuva, estamos conseguindo pavimentar cerca de 100 metros por dia“, conta Cristiano Cavalcante, superintendente de obras do DER. “Quando começar o período de estiagem, a produção deverá subir para 300 metros diários.”

O projeto prevê a colocação de uma camada de concreto de cimento Portland com 21 cm de espessura ao longo de toda a pista. “Sabemos que a obra traz transtornos para os motoristas, mas pedimos a compreensão de todos”, salienta Cavalcante. “O pavimento de concreto tem uma vida útil de pelo menos 20 anos, sem qualquer necessidade de manutenção no período. É qualidade de vida e segurança para os cerca de 100 mil motoristas que transitam pela via diariamente.”

Além de ajudar diretamente no conforto das viagens, a modernização da pista também traz benefícios para a economia local e para a construção civil, já que o projeto gera cerca de 200 empregos diretos e 100 indiretos, de acordo com o DER. “É uma obra que vai mudar todo o paradigma de execução de pavimentação no DF. É uma obra muito grande que vai ficar para a história e mudar completamente a vida das pessoas que passam por aqui”, completa Cavalcante.

Em 2019, a Eupave (Associação Europeia de Pavimento de Concreto) divulgou um estudo no qual recomendava aos países-membros a utilização do concreto em vez do asfalto, tanto em construção de novas rodovias quanto em reformas promovidas nas já existentes.

Um dos motivos tem a ver com as medições realizadas pela organização, que mostraram que cada metro quadrado de superfície de concreto ajuda a impedir a emissão de ao menos 20 kg de CO2 na atmosfera, na comparação com o asfalto.

Além disso, a Eupave, com base em experiência realizada no Canadá, ressaltou que essa troca permite economia nos custos de iluminação de ruas e rodovias, já que, segundo o estudo, para cada 1 km de rodovia asfaltada são necessários 20 postes de iluminação, enquanto no caso do pavimento de concreto o mesmo 1 km requer 14 postes.

Fontes

Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER)
Agência Brasília DF