Primeiro Seminário Técnico de Revisão do Sinapi: Metodologia e Aplicação de 2023 aborda conjuntura do RS 

Pavimentação, drenagem, terraplenagem e transportes foram assuntos destacados nesta quarta-feira (8) durante o primeiro Seminário Técnico de Revisão do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – Sinapi: Metodologia e Aplicação de 2023. 

O evento, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentações e Obras de Terraplanagem em geral no Estado do Rio Grande do Sul (Sicepot-RS), abordou a conjuntura do Rio Grande do Sul. Esta é a quarta edição do seminário na região. Já foram realizados mais de 50 seminários a respeito do Sistema, onde todas as capitais do país já foram ouvidas. “A primeira vez que abordamos o Rio Grande do Sul foi em 2014, depois 2019 e 2020. Sempre com novidades e assuntos importantes a serem discutidos”, destacou o consultor da CBIC, Geraldo de Paula. 

O objetivo do encontro é proporcionar amplo debate com as principais dúvidas e entraves que o mercado local tem enfrentado, de acordo com o presidente do Sicepot-RS, Rafael Sacchi. 

“Nosso trabalho hoje é buscar demandas locais e encontrar um melhor caminho para que a gente possa ter orçamentos adequados e preservar os lucros das empresas”, apontou. Segundo ele, com isso, as empresas podem gerar mais empregos, desenvolver novas tecnologias e investimentos.  “São tantos os aspectos positivos quando as empresas e funcionários estão em uma condição adequada que são difíceis de serem enumeradas”, disse. 

Sacchi também salientou a importância do Sistema e que um dos maiores indicadores de crescimento econômico no mundo está relacionado à infraestrutura. “Nós precisamos ter um sistema orçamentário de qualidade, profissionais capacitados e, tenho certeza, que as equipes da CAIXA e do IBGE estão abertas a dúvidas e questionamentos para que a gente possa, conjuntamente, construir uma melhora nesse sistema”, disse.  

O presidente do Sicepot-RS, afirmou que o sistema não é uma tabela ou um simples manual, mas uma bíblia que é utilizado como referência  em todo país. “Esse sistema baliza a maior parte dos orçamento de obras públicas do Brasil”, disse.

O debate indicou pontos sobre a atuação da CAIXA diante o Sistema,  tirou dúvidas e anunciou a respeito da Consulta Pública, referente ao 3º Ciclo de Aferição do Sinapi, disponibilizada pela instituição até o dia 10 de março de 2023.

Os principais pontos tratados durante o encontro foram as seguintes necessidades do empresariado:

  • Inclusão, com maior destaque, de premissas orientativas no SINAPI. 
  • Produtividades superestimadas em terraplanagem e transportes.
  • Preços de equipamento abaixo do mercado. 
  • Ausência de serviços e deficiência em produtividade, interferências e preços em Drenagem e Obras de Arte. 
  • Preços para insumos asfálticos, erro no combustível de aquecimento do CAP, falta laboratorista e remuneração do aluguel ou capital do pedreira.

O gerente-executivo da equipe do SINAPI vinculada à GEPAD, Mauro Fernando Martins de Castro, esclareceu que o Sinapi é desenvolvido, mantido e publicado pela CAIXA em atendimento à determinação do Decreto 7.983/2013 e destacou que a atuação na pesquisa de preços para insumos é de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estando restrita à CAIXA apenas pesquisas referentes a insumos necessários ao cálculo dos encargos complementares, não abrangendo insumos asfálticos ou cálculos de impostos. 

Já o gerente de produção do SINAPI do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Augusto Sérgio Lago de Oliveira, destacou a forma que é realizada a coleta do Sistema pelo órgão e quais as características e ferramentas necessárias para que isso aconteça. Além disso, Oliveira aproveitou a oportunidade para destacar a necessidade da sensibilização dos fornecedores do segmento da construção civil quanto ao atendimento dos agentes de coleta. “É preciso divulgar a importância que os fornecedores atendam aos agentes, para o desenvolvimento do trabalho. Nós já tivemos muitas recusas”, apontou.

Para o vice-presidente do Sinduscon-RS, Narciso Silva, o evento tem sido um esforço contínuo entre CBIC, CAIXA e IBGE. “Esse é um esforço para a construção e aprimoramento do Sinapi para que as demandas e dificuldades que as empresas têm em construir seus orçamentos sejam, cada vez mais, efetivamente atendidas. Isso no sentido de produzir orçamentos justos para que os novos governos que assumem lancem seus projetos e tenham sucessos nos seus planejamentos e que nossas empresas, através de orçamentos justos, estejam preservadas”, disse. 

“A ideia é transformar o Sinapi em uma ferramenta referencial para todos os orçamentistas, técnicos e engenheiros do Brasil que precisarem orçar obras públicas e privadas”, concluiu Sacchi. 

O evento foi realizado pela CBIC, em parceria com o Sinduscon-RS  e Sicepot-RS, com a participação da Caixa e do IBGE. 

Representando a CAIXA também estiveram presentes durante o seminário a coordenadora do Sinapi, a engenheira Iris Luna e a arquiteta e urbanista, Tássia Cordeiro, sanando dúvidas e esclarecendo a utilização das referências do Sinapi e destaques das premissas apresentadas. ( assessoria CBIC)