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Leite apresentará ao governo Lula proposta para que o estado conclua obras da BR-116, em troca da extensão da BR-448

O governador eleito Eduardo Leite participou nesta quinta-feira de reunião-almoço promovida pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal). Em matéria assinada pelo jornalista Paulo Egídio, o jornal Zero Hora informou que durante o evento Leite sinalizou que apresentará ao governo Lula uma proposta para que o estado conclua obras da BR-116 no trecho próximo à Região Metropolitana. Em troca de a União concluir o projeto e dar início às obras da extensão da BR-448 de Sapucaia do Sul a Portão.

Em sua avaliação, o governo federal não terá capacidade financeira de concluir obras estruturantes, como a que está em andamento no complexo Sinos-Scharlau, entre Porto Alegre e Novo Hamburgo.

O presidente da Granpal , Rodrigo Battistella, destacou logo no início do painel que a entidade tem duas grandes preocupações em curto prazo. “Uma é o transporte coletivo e a outra é a saúde dos municípios, especialmente quando se trata do programa Assistir. Nosso temor é que os municípios colapsem em áreas que são primordiais”, disse Battistella.

Leite, segundo nota da assessoria de imprensa da Granpal,  garantiu que os dois assuntos serão prioridade não apenas no início de sua gestão, como serão tratados já no período de transição. 

“Vamos robustecer essas áreas com investimentos, mas isso leva tempo para se reorganizar dentro do planejamento. Dentro do governo, a Granpal auxiliará no que é estratégico e urgente nas demandas”, acrescentou Leite. 

Atenção às concessões

Os prefeitos da associação também solicitaram ao futuro governador um estudo avançado nas concessões federais de rodovias, para que o líder do executivo gaúcho possa auxiliá-los com a reivindicação em Brasília. 

O prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, disse que, se os preços que circulam nos bastidores forem confirmados, as cargas dos caminhões até o porto de Rio Grande pagariam R$500 em tarifas de pedágio. “Perderemos a competitividade”, disse Maranata.