Leite anuncia a construção de nova ponte em Nova Roma do Sul

Em nota postada no portal do governo,  o Piratini anunciou hoje que as obras da nova ponte entre Nova Roma do Sul e Farroupilha, na ERS-448, devem se iniciar ao longo deste ano. A estrutura, que terá 180 metros de comprimento, substituirá a antiga, que tinha 120 metros e foi destruída pelas chuvas de setembro de 2023. Em fevereiro, técnicos do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), vinculado à Secretaria de Logística e Transportes (Selt), devem finalizar o anteprojeto da nova ponte. Em março, o documento será encaminhado para a Central de Licitações do Estado (Celic).

“A construção da nova ponte metálica que liga Nova Roma do Sul e Farroupilha é um belo exemplo de mobilização popular, digna de elogios. Pela necessidade de uma estrutura melhor e em reconhecimento ao esforço da comunidade, continuamos trabalhando no projeto da nova ponte, que prevê uma estrutura mais robusta, mais alta, maior e em traçado diferente do que existe hoje, que vamos viabilizar com recursos do Estado – já que o governo federal descartou repassar recursos da Defesa Civil por considerar que a ponte entregue recentemente retira a emergencialidade”, afirma o governador Eduardo Leite.

Para que a ponte esteja habilitada para receber recursos do governo do Estado, deve ser feita nos padrões da legislação vigente. A nova estrutura será erguida ao lado da atual, com capacidade para veículos de até 45 toneladas, com duas vias e acostamento nas duas laterais.

De acordo com o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, a  previsão de custo dependerá da reestruturação orçamentária, que será finalizada em fevereiro. Quanto ao prazo de conclusão da obra, só será definido após a definição do orçamento. “Além disso, pelas normas técnicas vigentes, é necessária uma elevação da cota da ponte para garantir que tenha capacidade de atender a vazão de novas cheias. Essa ponte está cerca de quatro metros acima da estrutura antiga”, comenta Faustino.

A nova ponte ficará na diagonal do Rio das Antas, o que, segundo Faustino, será fundamental para que veículos de maior porte cheguem à cidade, movimentando a economia da região e diminuindo o custo do frete. A estrutura anterior era perpendicular ao rio.

A construção da ponte provisória foi viabilizada devido à alteração feita pelo Estado no traçado da rodovia estadual que leva à estrutura, que passou a integrar a malha rodoviária municipal. Sem essa medida, a associação municipal não poderia construir a nova estrutura, porque não haveria condições técnicas para isso, já que o traçado anterior da rodovia não comportaria o tráfego de caminhões pesados em direção à ponte.

Ascom Selt