Investimentos públicos e privados vão elevar a qualidade da malha rodoviária no Brasil

O ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou ontem que a atual gestão está determinada em elevar a qualidade da malha viária do país e permitir que a infraestrutura nacional construa suas próprias soluções. Conforme destacou o ministro, esses objetivos serão alcançados à luz do novo cenário em que vive o Brasil: de equilíbrio fiscal, estabilidade institucional, redução da taxa de juros e aumento do investimento público.

“Isso vai somar esforços do público com o privado para gerar emprego, promover o desenvolvimento e a logística nacional, o que permitirá ganho de competitividade para o país”, destacou Renan Filho nesta quinta-feira (10), em São Paulo, durante o evento Rodovias do Futuro 2023, organizado em parceria pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).

Como fazer
• Aumento do orçamento disponível para retomada de obras paradas ou em ritmo lento e execução de novos projetos: neste ano, são cerca de R$ 22 bilhões – já somados R$ 1,7 bilhão de restos a pagar da gestão anterior – para investimentos em rodovias e ferrovias. O valor nominal se equipara ao orçamento de 2016;
• Aval do Tribunal de Contas da União (TCU) para uso de soluções consensuais em contratos de concessão, possibilitando a suspensão de relicitações em andamento, o que deve injetar R$ 80 bilhões no setor;
• Construção de novos modelos de concessões rodoviárias e ferroviárias, tendo por premissa impulsionar investimentos, prever tarifas justas e tornar os contratos seguros e sustentáveis econômica e financeiramente.

Setor mais sustentável e diverso
O ministro dos Transportes também ressaltou a importância do tema do Rodovias do Futuro 2023: Construindo pontes entre a tecnologia, o mercado e o usuário. “Queremos rodovias vivas, inteligentes, verdes. Queremos mais diversidade, trazer mais mulheres para o setor. Usar a liderança do Brasil regional para promover maior integração entre os países da América do Sul. Isso é o que temos feito”, disse.

Segundo o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, a pasta tem como prioridades buscar soluções de gestão de governança, de forma colaborativa; ampliar o diálogo com o setor, e investir mais e melhor. “Recebemos uma malha com poucos investimentos. Temos a missão de melhorá-la até o fim do ano e deixá-la muito melhor até o final da gestão”, ressaltou.

Meta que inclui também assegurar vias mais seguras, como destacou em sua fala o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão. “Precisamos enaltecer o fato de a organização ter incluído no evento o tema de segurança viária. Esse já é o entendimento do Ministério dos Transportes: nossas decisões devem ser estratégicas também sob o ponto de vista da segurança, pois o Brasil ainda é o terceiro país que mais mata no trânsito. É bem verdade que as estatísticas vinham caindo até 2019 e voltaram a subir de lá para cá, mesmo durante a pandemia. Por isso reforçamos nossos esforços para mudar esse quadro. É preciso tornar nossas vias mais seguras, a fim de salvar vidas”, concluiu.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes