Indústria da construção debate se paralisa obras em função da alta dos custos

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) se reúne na manhã desta segunda-feira, 14, para definir ou não a paralisação de obras de terraplanagem em todo o país. A decisão vai levar em consideração o reajuste anunciado na semana passada pela Petrobras de 18,7% para a gasolina, 24,9% no diesel e 16% no gás liquefeito de petróleo (GLP).

Isso porque esse perfil de obra exige um alto consumo de diesel e do asfalto. E os contratos com o poder público só podem ser alterados anualmente, o que poderá proporcionar uma desigualdade para algumas empresas.

No Rio Grande do Sul, o volume de grandes obras envolvendo rodovias acumula entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões em investimentos somente em 2022, que correm risco em função da alta dos custos. Integrante da diretoria, o presidente do SICEPOT, Rafael Sacchi, participa do encontro defendendo a adoção de algum tipo de medida que anemize a defasagem nos custos, que varia entre 30% e 40%.

“Os contratos com os governos em diferentes níveis já vinham desequilibrados e precisamos agora trazê-los para um cenário em que há uma diferença acentuada nos custos operacionais e nos valores recebidos pelas obras”, comenta Sacchi. O setor no estado emprega mais de 20 mil funcionários e tem mais de mil empresas em operação.

Autor: Blog Almir Freitas -Radio Guaíba