Eduardo Leite admite opção do modelo de concessões patrocinadas de rodovias em almoço do SICEPOT-RS/AREOP

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, admitiu hoje, em reunião-almoço do SICEPOT-RS/AREOP, que a eventual suspensão da privatização da Corsan terá um impacto “muito forte nos investimentos do estado”, os quais também dependem da decisão do STF sobre a limitação do ICMS dos combustíveis adotado no período que antecedeu as eleições presidenciais.
“ Temos uma expectativa de solução nas próximas semanas no caso da Corsan, pois nos parece totalmente descabida essa liminar, dado que se trata de uma decisão da Assembleia Legislativa”, ponderou  Leite.
O govenador eleito iniciou com uma retrospectiva de seu primeiro mandato, quando enfrentou o que definiu como um “desafio fiscal”, e acrescentou que, em seu segundo mandato o eventual uso de receitas extraordinárias é descabido na medida em que representaria o recomeço de um ciclo vicioso de endividamento.
Em resposta a uma pauta preparada pelo SICEPOT-RS, Leite considerou “a falta de assiduidade no repasse dos recursos do programa Pavimenta”, citado pelo presidente Rafael Sacchi, como eventual falha do estado na operação do sistema de convênios com as prefeituras e prometeu encaminhar uma solução.
A uma proposta de criação um banco de projetos do SICEPOT-RS sugerida por Sacchi, Leite a definiu como “super importante” e observou que seria necessário contar com uma estrutura técnica no Daer, desde o termo de referência até a fiscalização das etapas.
De acordo com o presidente do SICEPOT-RS, o estado conta com grandes empresas no setor que podem contribuir para viabilizar novos investimentos, uma vez que a construção de uma rodovia implica em um período de até dois anos no caso de o projeto não ter sido desenvolvido com antecedência. Sacchi assinalou ainda que uma série de rodovias do estado teve seus projetos desenvolvidos pelas empesas associadas do Sindicato. “Vamos avançar nisso”, agregou o governador eleito.
Em resposta a uma pergunta do presidente da AREOP, Ricardo Portella, o governador eleito confirmou que seu governo deverá manter o plano de concessões de rodovias com o intuito de encerrar as atividades da EGR.  Sobre o Bloco 1 que compreende rodovias localizadas no Vale do Taquari e das que conectam Nova Prata a Erechim, no norte do RS, Leite confirmou que estão sendo estudadas alternativas, entre essas a opção por uma concessão patrocinada em que o estado faz aporte de recursos.
Em relação à concessão do Bloco 2 que foi adiada para a segunda gestão de Leite, o governador eleito confirmou que serão feitos ajustes de modo a contornar as críticas de movimentos contrárias devido à instalação de uma praça de pedágio. “Vamos retomar essa concessão logo no reinício do governo”, afirmou o governador eleito.
Com a criação de uma Secretaria de Parcerias e Concessões, Leite admitiu que o governo iniciará  estudos de novas concessões de blocos rodovias, possivelmente  de concessões patrocinadas.
A uma pergunta do vice-presidente da SICEPOT-RS, Cylon Fernandes Rosa Neto, sobre  a inclusão de trechos menores nas próximas  concessões de rodovias a fim de possibilitar a participação de construtoras gaúchas, Leite foi claramente favorável à sugestão e observou que determinará uma avaliação nesse sentido.
Entre as prioridades de seu segundo mandato no setor de infraestrutura, o governador eleito  assegurou que seu desejo é manter os investimentos na conservação de rodovias, mesmo que isso implique na renúncia de outras obras. “Não podemos programar obras que possam vir comprometer  a necessidade de manter as estradas em condições adequadas, de acordo com o fluxo financeiro do estado”, sustentou.