24º ENACOR discute a inovação no setor em um mundo em constante mudança

Enquanto a indústria automobilística não para de inovar, as rodovias permanecem quase inalteradas. Como torná-las mais seguras em um mundo em constante mudança? Este será um dos temas a serem discutidos no 24º ENACOR (Encontro Nacional de Conservação Rodoviária) e 47ª RAPv  (Reunião Anual de Pavimentação), organizado pela ABDER (Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem) , de 9 a 12 deste mês no Centro de Eventos de Bento Gonçalves. O SICEPOT é um dos patrocinadores.

“Estamos passando por uma nova fase mundial, com inovações em todas as áreas: nos materiais, na frente de serviços, nos métodos de execução, na própria engenharia rodoviária, e isso será debatido num dos maiores eventos programados pela ABDER desde a chegada da pandemia”, diz seu presidente Riumar Santos.

Mesmo diante de uma série de avanços em rodovias de países como a China, Estados Unidos e Alemanha, a engenharia brasileira não fica atrás, acredita Santos que destaca as inovações tecnológicas que estão sendo introduzidas no Brasil pelas concessionárias. “O fato é que a engenharia brasileira é muito sofisticada e as concessões programadas pelo governo federal fez com que essas empresas desenvolvessem tecnologias de acordo com a necessidade, uma vez que é de seu interesse a durabilidade do pavimento”, acrescenta.

“Um exemplo é o anel viário de São Paulo que circunda a RM, promovendo uma interligação direta dos 10 corredores radiais com pavimento rígido”, diz. “Muitas inovações vêm do exterior, mas também são desenvolvidas no Brasil”.

A uma pergunta sobre os desequilíbrios econômico-financeiros nos contratos de obras  públicas, o presidente da ABDER admite que a solução é demorada e que os desajustes dos custos agravou-se devido à pandemia, levando o aço, por exemplo, a aumentos inesperados, como também o combustível, o cimento, os fios elétricos, enfim a toda a cadeia produtiva. “Todavia já temos soluções em alguns DERs  por meio de portarias e de leis, embora a uma velocidade menor do que a desejada”,  pontuou. “É necessário que os DERs e o governo federal resolvam as medidas do ponto de vista jurídico para que esses desequilíbrios sejam solucionados”.

Com relação aos cenários do setor,  Riumar Santos previu a retomada do crescimento da economia, o controle da inflação e a redução da taxa Selic. “Sempre fomos muito otimistas”, explicou.   “Esperamos que sejam adotadas medidas para que o país volte a crescer e a economia girar. Claramente, o país tem condições de retomar índices de crescimento de 4% e até 5% do PIB. Dessa maneira, os estados passarão a arrecadar tributos suficientes para novos investimentos em infraestrutura. Para crescer, o Brasil precisa de infraestrutura”.

Além de uma feira de equipamentos e minicursos voltados para a área de engenharia rodoviária, o evento contará com 26 palestrantes e cerca de 100 trabalhos de  alunos e professores de universidades. A expectativa é de 1.500 participantes.